Skank: plágio ou referências?

segunda-feira, 10 10UTC 08 10 2009 at 20083508358 (Coincidências, Paráfrases) (, , , , , , , )

Segundo o Aurélio on-line:

plágio s.m. cópia, mais ou menos disfarçada, de obra alheia.

No mundo da música, existem diversos casos de artistas famosos acusados de “roubar” canções dos outros, sejam eles também famosos ou não. É comum acontecer de questões serem levadas à justiça por artistas desconhecidos que  querem chamar atenção da mídia para os seus nomes. Mesmo que eles percam a causa (o que é muito frequente) eles já ganharam alguma popularidade.

Um caso mais raro é o de um artista famoso plagiar uma música famosa de outro artista também famoso. Mas acontece, tomemos esse caso como exemplo.

Em 1999, a banda britânica Blur (você deve conhecer uma música muito famosa deles, Song 2, mais conhecida como “woo hoo” ) lançou o single da canção Coffee and TV, que tem um clipe também muito conhecido,  que é um de uma caixinha de leite que sai andando pela cidade em busca de um rapaz desaparecido.

Em 2000, a banda brasileira Skank, grava o seu álbum Maquinarama, com a música Três Lados, uma baladinha romântica. Assista ao vídeo abaixo e veja se percebe alguma semelhança.

Além do trecho destacado, existem elementos “parecidos” nas duas músicas, como a batida e a mistura de violões e guitarras, por exemplo.

Se ainda acha coincidência, ouça estes dois trechos das mesmas canções.

Os próximos vídeos são os clipes completos das músicas Coming Up, de Paul McCartney e Mandrake e os Cubanos, do Skank.

Essa música foi lançada em 1980 no álbum McCartney II. Nela,  todos os instrumentos foram tocados por Paul McCartney e os back vocals foram divididos com Linda McCartney, sua esposa e companheira musical. No clipe, Paul também toca todos os instrumentos com ajuda da tecnologia incrível de edição cinematográfica que estava disponível na época. Ele interpreta diversos personagens, alguns reais, outros não. Linda também aparece no papel de duas pessoas.

Uma coisa bem marcante dessa música é a batida da guitarra, meio funk, meio circo, bem pra cima, como o título da música e todo o clima do videoclipe.

O próximo vídeo eu não vou falar nada. Só veja (e ouça).

Isso, definitivamente, prova uma coisa: Skank é uma banda de ladrões que deveriam estar presos.

Ou não.

Uma coisa que  existe não só no mundo da música, mas nas artes de maneira geral, é a licença para usar coisas alheias em obras suas. Chame de influências, paráfrases, homenagem, o que seja. A verdade é que todo artista usa copia, seja de maneira sutil, seja inconscientemente, ou descaradamente, como o Skank faz. Eles simplesmente querem dizer: eu escuto Blur, sou fã de Paul McCartney, gosto de suas músicas e vou homenageá-los.


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Hoje na música – 08 de julho

quarta-feira, 08 08UTC 07 08 2009 at 00120007007 (Hoje na música) (, , , )

Em 1944 nascia Jai Johanny Johanson, baterista do Allman Brothers, em Ocean Springs, Mississipi, EUA, também conhecido como Jaimoe.

Em 1961 nasceu Andrew Fletcher, conhecido como Fletch, da banda Depeche Mode, em Nottingham, Inglaterra.

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Hoje na música – 07 de julho

terça-feira, 07 07UTC 07 07 2009 at 18061407147 (Hoje na música) (, , , )

Em 1940, Liverpool, Inglaterra, nascia Richard Starkey, filho de Richard e Elsie Starkey. É mais conhecido como Ringo Starr, baterista dos Beatles.

Syd Barret

Syd Barret

Em 1990 morria o cantor e compositor Cazuza, em Boston, EUA, de choque séptico causado pela AIDS, aos 32 anos.

E em 2006, o guitarrista co-fundador do Pink Floyd, Syd Barret, em Cambridge, Inglaterra, supostamente de complicações da diabetes que sofria, aos 60 anos.

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Hoje na música – 06 de julho

segunda-feira, 06 06UTC 07 06 2009 at 10103607367 (Hoje na música) (, , , , )

John Lennon e Paul McCartney

John Lennon e Paul McCartney

Em 1957, Paul McCartney conheceu John Lennon e sua banda, The Quarrymen, iniciando a série de eventos que culminou com a formação dos Beatles pouco tempo depois.

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Guns ‘n Roses – Civil War

domingo, 05 05UTC 07 05 2009 at 17052807287 (Paráfrases) (, , , )

Civil War é uma canção da banda de hard rock estadunidense Guns ‘n Roses, gravada e lançada em 1990 em single e em seguida no álbum Use Your Illusion II.

É uma música que fala não da Guerra Civil Americana especificamente, como o nome sugere, mas sobre guerras de maneira geral, questionando seus reais motivos. A letra cita coisas como a morte de jovens, enriquecimento dos ricos e morte dos pobres, ódio, paz, etc.

A primeira rockuriosidade desta música é o monólogo na introdução. Apesar da voz esganiçada ser muito parecida com a de Axl Rose, o trecho é sampleado de um discurso muito famoso do filme Rebeldia Indomável (Cool Hand Luke), de 1967. O filme fala sobre Lucas Jackson (Paul Newman), que foi preso por arrancar cabeças de parquímetros enquanto estava bêbado. Ele vai para uma prisão de trabalhos forçados, onde tem que capinar e asfaltar estradas e cavar valas. Ao ser recapturado após uma tentativa de fuga, ele é trazido à frente dos outros prisioneiros pelo diretor da prisão, conhecido apenas como Capitão (Strother Martin), que faz o seguinte discurso:

Ouça o trecho da música com a tradução do discurso a seguir:

A segunda rockuriosidade está tanto na introdução quanto no final da música, que é uma versão assobiada da canção “When Johnny Comes Marching Home”, composta em 1863 por Louis Lambert (pseudônimo de Patrick Gilbert) para o seu cunhado John O’Rourke que havia partido para lutar na Guerra Civil Americana. Essa música se popularizou rapidamente e virou símbolo de esperança para os soldados e suas famílias, até durante a Primeira Guerra.

Ouça o final da música:

Essa canção também é muito utilizada em diversos elementos da cultura pop, principalmente cinema e televisão, quase sempre que aparece algo referente ao exército de maneira geral. Ouça-a no vídeo a seguir.

A terceira rockuriosidade aparece logo após o solo. É um discurso do general de milícia peruano Camarada Artemio, que soa um tanto antagônico ao buscar a paz através da “aniquilação”. Talvez esse discurso tenha sido escolhido por representar claramente, quase que de maneira sarcástica, o que todos os generais e presidentes dizem ao justificar alguma guerra ou “intervenção para libertar”.

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