Meu Querido, Meu Velho Fanatismo

28/05/2010 at 17:54 (Paráfrases) (, , , , )

No ano de 1979, o rei Roberto Carlos lançou em um de seus 500 LPs chamados Roberto Carlos a música Meu Querido, Meu Velho, Meu Amigo composta por ele e por seu amigo de fé irmão camarada Erasmo Carlos. Esta canção é a homenagem de um filho para um pai e sua letra é assim:

Meu Querido, Meu Velho, Meu Amigo – Roberto Carlos/Erasmo Carlos

Esses seus cabelos brancos, bonitos, esse olhar cansado, profundo
Me dizendo coisas, num grito, me ensinando tanto do mundo…
E esses passos lentos, de agora, caminhando sempre comigo,
Já correram tanto na vida,
Meu querido, meu velho, meu amigo

Sua vida cheia de histórias e essas rugas marcadas pelo tempo,
Lembranças de antigas vitórias ou lágrimas choradas ao vento…
Sua voz macia me acalma e me diz muito mais do que eu digo
Me calando fundo na alma
Meu querido, meu velho, meu amigo

Seu passado vive presente nas experiências
Contidas nesse coração, consciente da beleza das coisas da vida.
Seu sorriso franco me anima, seu conselho certo me ensina,
Beijo suas mãos e lhe digo
Meu querido, meu velho, meu amigo

Eu já lhe falei de tudo,
Mas tudo isso é pouco
Diante do que sinto…

Olhando seus cabelos, tão bonitos,
Beijo suas mãos e digo
Meu querido, meu velho, meu amigo

Em 1981, Raimundo Fagner gravou no disco Traduzir-se a música Fanatismo em cima da poesia homônima de Florbela Espanca (que nome escroto para uma poetiza).

Fanatismo – Fagner/Florbela Espanca

Minh’alma, de sonhar-te, anda perdida
Meus olhos andam cegos de te ver!
Não és sequer razão de meu viver,
Pois que tu és já toda a minha vida!

Não vejo nada assim enlouquecida…
Passo no mundo, meu Amor, a ler
No misterioso livro do teu ser
A mesma história tantas vezes lida!

“Tudo no mundo é frágil, tudo passa…”
Quando me dizem isto, toda a graça
Duma boca divina fala em mim!

E, olhos postos em ti, vivo de rastros:
“Ah! Podem voar mundos, morrer astros,
Que tu és como Deus: princípio e fim!…”

A letra da música escrita acima é na verdade a transcrição pura e simples do poema. Na música de Fagner ele acrescentou um trecho ao final que retoma à primeira canção.

O que se observa é que Raimundo Fagner homenageia Roberto Carlos com um trecho de uma canção sua parafraseando o rei. Isso acontece muito no mundo da música e eu acho que já falei isso em outro post, só que faz tanto tempo que eu não atualizo esse blogue que esqueci se já falei isso ou não.

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