Era um Garoto que Como Eu Amava os Beatles e os Rolling Stones
No disco O Papa é Pop de 1990, a banda Engenheiros do Havaí regravou uma música de Os Incríveis, que era uma versão do artista italiano Gianni Morandi, chamada C’era un Ragazzo che Come Me Amava i Beatles e i Rolling Stones.
A canção fala de um jovem estadunidense que, como muitos outros de meados dos anos 60, fora convocado pelo exército para lutar na Guerra do Vietnã, deixando para trás sua juventude, onde as maiores responsabilidades eram tocar música de suas bandas preferidas e namorar. A primeira referência é dada no título da música, mas também na segunda estrofe, onde são citadas quatro canções: três dos Beatles e uma dos Rolling Stones.
As próximas referências só aparecem na versão gravada pelos Engenheiros do Havaí. Nesse primeiro vídeo vê-se (ou ouve-se) duas melodias incidentais dos Rolling Stones e dos Beatles, tocadas quando os nomes das bandas são falados no refrão.
O solo da música é parafraseado do Hino da Independência que foi uma música já gravada, vejam por quem, pelos Incríveis, em um compacto de 1971.
Letras
C’era un Ragazzo che Come Me Amava i Beatles e i Rolling Stones
Migliacci / Lusini
C’era un ragazzo che come me
Amava i beatles e i rolling stones
Girava il mondo veniva da
Gli stati uniti d’america
Non era bello ma accanto a se
Aveva mille donne se
Cantava help, ticket to ride
O lady jane o yesterday
Cantava “viva la libertà”
Ma ricevette una lettera
La sua chitarra mi regalò
Fu richiamato in america
Stop! coi rolling stones
Stop! coi beatles stop
Gli han detto vai nel viet-nam
E spara ai viet-cong
Rattatatata….rattatatata….rattatatata….
Rattatatata….rattatatata….
C’era un ragazzo che come me
Amava i beatles e i rolling stones
Girava il mondo ma poi finì
A far la guerra nel viet-nam
Capelli lunghi non porta più
Non suona la chitarra ma
Uno strumento che sempre dà
La stessa nota rattattata
Non ha più amici
Non ha più fans
Vede la gente cadere giù
Nel suo paese
Non tornerà
Adesso è morto nel viet-nam
Stop coi rolling stones, stop coi beatles stop
Nel petto un cuore più non ha
Ma due medaglie o tre
Rattatatata….rattatatatarattatatata….
Rattatatata….rattatatata
Era um garoto
Que como eu
Amava os Beatles
E os Rolling Stones..
Girava o mundo
Sempre a cantar
As coisas lindas
Da América…
Não era belo
Mas mesmo assim
Havia mil garotas à fim
Cantava Help
And Ticket To Ride,
Oh! Lady Jane and Yesterday…
Cantava viva, à liberdade
Mas uma carta sem esperar
Da sua guitarra, o separou
Fora chamado na América…
Stop! Com Rolling Stones
Stop! Com Beatles songs
Mandado foi ao Vietnã
Lutar com vietcongs…
Ratá-tá tá tá…
Era um garoto
Que como eu!
Amava os Beatles
E os Rolling Stones
Girava o mundo
Mas acabou!
Fazendo a guerra
No Vietnã…
Cabelos longos
Não usa mais
Nem toca a sua
Guitarra e sim
Um instrumento
Que sempre dá
A mesma nota
Ra-tá-tá-tá…
Não tem amigos
Nem vê garotas
Só gente morta
Caindo ao chão
Ao seu país
Não voltará
Pois está morto
No Vietnã…
Stop! Com Rolling Stones
Stop! Com Beatles songs
No peito um coração não há
Mas duas medalhas sim….
Ratá-tá tá tá…


Fabio Borges disse,
26/12/2010 às 4:30
A única semelhança entre as capas dos Incríveis e do Papa é Pop é a disposição do nome da banda (no topo) e da foto do grupo (logo abaixo). De resto, é tudo bem diferente. Fora este comentário que pareceu tendencioso, o post está bem feito, parabéns! É sempre bom explicar essa questão da autoria de “Era um Garoto…”, que muita gente ainda ache que seja uma composição do Gessinger – mesmo que, no encarte do disco original, sejam dados os devidos créditos aos autores e feita a referência à versão dos Incríveis. Portanto, nenhuma intenção de plágio fica caracterizada, uma vez que o Gessinger nunca reivindicou a autoria.