Guns ‘n Roses – Civil War

05/07/2009 at 17:28 (Paráfrases) (, , , )

Civil War é uma canção da banda de hard rock estadunidense Guns ‘n Roses, gravada e lançada em 1990 em single e em seguida no álbum Use Your Illusion II.

É uma música que fala não da Guerra Civil Americana especificamente, como o nome sugere, mas sobre guerras de maneira geral, questionando seus reais motivos. A letra cita coisas como a morte de jovens, enriquecimento dos ricos e morte dos pobres, ódio, paz, etc.

A primeira rockuriosidade desta música é o monólogo na introdução. Apesar da voz esganiçada ser muito parecida com a de Axl Rose, o trecho é sampleado de um discurso muito famoso do filme Rebeldia Indomável (Cool Hand Luke), de 1967. O filme fala sobre Lucas Jackson (Paul Newman), que foi preso por arrancar cabeças de parquímetros enquanto estava bêbado. Ele vai para uma prisão de trabalhos forçados, onde tem que capinar e asfaltar estradas e cavar valas. Ao ser recapturado após uma tentativa de fuga, ele é trazido à frente dos outros prisioneiros pelo diretor da prisão, conhecido apenas como Capitão (Strother Martin), que faz o seguinte discurso:

Ouça o trecho da música com a tradução do discurso a seguir:

A segunda rockuriosidade está tanto na introdução quanto no final da música, que é uma versão assobiada da canção “When Johnny Comes Marching Home”, composta em 1863 por Louis Lambert (pseudônimo de Patrick Gilbert) para o seu cunhado John O’Rourke que havia partido para lutar na Guerra Civil Americana. Essa música se popularizou rapidamente e virou símbolo de esperança para os soldados e suas famílias, até durante a Primeira Guerra.

Ouça o final da música:

Essa canção também é muito utilizada em diversos elementos da cultura pop, principalmente cinema e televisão, quase sempre que aparece algo referente ao exército de maneira geral. Ouça-a no vídeo a seguir.

A terceira rockuriosidade aparece logo após o solo. É um discurso do general de milícia peruano Camarada Artemio, que soa um tanto antagônico ao buscar a paz através da “aniquilação”. Talvez esse discurso tenha sido escolhido por representar claramente, quase que de maneira sarcástica, o que todos os generais e presidentes dizem ao justificar alguma guerra ou “intervenção para libertar”.

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